terça-feira, 28 de junho de 2011

Software de Treinamento Auditivo: GNU Solfege

Gnu é um excelente programa de treinamento auditivo feito para ajudá-lo à reconhecer intervalos, acordes, escalas e padrões rítmicos. É um software livre, ou seja, livre de custos e de riscos com vírus.
Estes são alguns dos exercícios existentes no programa:

  • Reconhecimento de intervalos harmônicos e melódicos;
  • Cantar os intervalos que o computador pede;
  • Identificar acordes;
  • Cantar notas de acordes;
  • Reconhecer escalas;
  • Ditados rítmicos e melódicos;
  • Lembrança de padrões rítmicos;
  • Teoria: Nomear intervalos e escalas;
  • Cadências.
      Download:
    http://www.solfege.org/download/

    segunda-feira, 20 de junho de 2011

    O Som

    Som pode ser entendido como uma variação de pressão muito rápida que se propaga na forma de ondas em um meio elástico. Em geral, o som é causado por uma vibração de um corpo elástico, o qual gera uma variação de pressão corresponde no meio à sua volta. Qualquer corpo elástico capaz de vibrar rapidamente pode produzir som e, nesse caso, recebe o nome de fonte sonora.

    Em geral percebemos o som através de variações de pressão no ar que atingem nosso ouvido. Para que possamos perceber o som é necessário que as variações de pressão que chegam aos nossos ouvidos estejam dentro de certos limites de rapidez e intensidade. Se essas variações ocorrem entre 20 e 20.000 vezes por segundo esse som é potencialmente audível, ainda que a variação de pressão seja de alguns milionésimos de pascal.

    Uma onda sonora pode ser representada em um gráfico bidimensional onde o eixo horizontal representa a passagem do tempo e o vertical a variação de pressão. Esse tipo de gráfico pode fornecer várias informações sobre o som.




    O gráfico acima mostra dois ciclos completos de oscilação de uma onda senoidal. O eixo horizontal representa a passagem do tempo enquanto que o vertical representa a variação de pressão em um determinado ponto do meio.

    Os sons que ocorrem no meio ou que são gerados por instrumentos musicais são geralmente complexos. Entretanto, para se entender a complexidade sonora torna-se útil partir de um caso mais simples e genérico: o som senoidal, chamado som puro porque é desprovido de harmônicos e cujo nome é deve-se ao fato de poder ser representado pelo gráfico de uma função seno. Esse tipo de som não é gerado por instrumentos tradicionais nem é encontrado na natureza, mas pode ser conseguido artificialmente através de um sintetizador eletrônico.

    (matéria disponível em:
    http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/acustica/introducao/som.html)

    Som
    Som: palavra que vem do latim sonus e significa literalmente a vibração de um corpo percebida pelos ouvidos, ou energia sob a forma de vibrações chamadas ondas sonoras. É a matéria prima da música.
    Mas como é feito o som?
    Quando vibramos uma corda de aço esticada, por exemplo, produzem-se oscilações no ar que, por sua vez, entram na parte externa dos nossos ouvidos conduzindo as ondas sonoras em direção ao tímpano que vibra.
    Essas vibrações que são captadas pelos nossos tímpanos, passam por uma espécie de caracol -chamado clóquea- que há dentro dos nossos ouvidos e são enviadas, através do nervo auditivo, para o nosso cérebro.
    O cérebro interpreta esses sons e assim se forma a música dentro da nossa cabeça.
    As ondas sonoras ou oscilações podem ser registradas por um instrumento chamado osciloscópio.
    É a velocidade da onda sonora quem determina a altura ou afinação do som, e é a amplitude quem determina o volume do som.
    O Concorde, único avião supersônico comercial do mundo, é um exemplo da força do som: se ficarmos perto de um avião desses, o ruído de suas turbinas pode facilmente romper nossos tímpanos.
    O som que o Concorde produz é classificado como ruído ou barulho, palavras que estão sempre separadas da idéia de som musical e ligadas à idéia ou noção de desordem.
    Nos dias de hoje, porém, podemos afirmar que quase todo som pode ser transformado em música. Muitos são os músicos que através de algumas experiências tentam colocar sons de coisas como serras elétricas dentro de estruturas musicais.
    Não se sabe ainda se alguém já fez música com o som das turbinas do Concorde, mas, atualmente, essa não é uma possibilidade totalmente descartável.
    A linguagem também é fruto do som. Nossa fala ou nossa capacidade de se comunicar através da voz é o resultado de sons produzidos pelas cordas vocais, as quais servem de veículo sonoro a uma idéia na formação das palavras. Esses sons emitidos através da vibração das cordas vocais recebem o nome de fonemas. Assim, todo fonema é som, mas nem todo som é fonema.
    Todo som sempre traz junto de si a idéia de harmonia. Como já disse o filósofo Cícero: "unus sonus est totius orations" (todo o discurso tem um tom uniforme).

    Renato Roschel
    (matéria disponível em: http://almanaque.folha.uol.com.br/som.htm)